26 de setembro de 2013

Manifesto do MOVIMENTO PT para o PED 2013 - Chapa Estadual "Partido é para tod@s, na luta!"



“O Partido dos Trabalhadores surge da necessidade sentida por milhões de brasileiros de intervir na vida social e politica do país para transformá-lá. A mais importante lição que o trabalhador brasileiro aprendeu em suas lutas é a de que a democracia é uma conquista que, finalmente, ou se constrói pelas suas mãos ou não virá.”
 Manifesto de Fundação do PT

Já houve época em que dizíamos que deveríamos ser um partido educador e ao mesmo tempo educando, ou seja, o PT deveria funcionar como queríamos que a sociedade funcionasse. Deveríamos ser uma experimentação de socialismo e democracia, mas hoje parece que estamos bem distantes disso.

Mas o PT mudou o Brasil pra melhor? 

Claro que sim, com Lula e Dilma nosso partido transformou definitivamente a história do Brasil, combatendo a pobreza e garantindo a milhões direitos que estão na Constituição, mas nunca tinham sido alcançados.

Mas, e o PT, mudou pra melhor? 

Existem duas respostas para essa pergunta. Do ponto de vista de um grande partido da institucionalidade capaz de vencer eleições SIM. O PT é a maior "máquina eleitoral" do Brasil, que consegue arrecadar cada vez mais recursos e com os melhores programas de TV, que cresce a cada eleição. Do ponto de vista da democracia interna NÃO. Tínhamos uma fórmula que se dizia assim: um partido com um pé na institucionalidade, nos parlamentos e nos governos, e outro pé na militância, nos movimentos sociais e nas lutas diárias do povo TRABALHADOR. Mas parece que ficamos com um pé grande demais, enquanto o outro se apequenou...

Por que isso aconteceu?

Poderíamos dar muitas respostas para essa pergunta, a principal delas é que nosso jeito de organizar o partido e fazer disputa interna mudou. Hoje os núcleos e setoriais não têm mais poder. Formar militantes não é mais importante, importante é organizar filiados, muitos filiados que votem e votem, de preferência, sem questionar no que estão votando.

O PT é um partido socialista e democrático que optou por disputar eleições, mas sem deixar de questionar os limites da democracia burguesa. Nisso vivemos uma grande contradição quando optamos por eleger nossas direções através do PED que reproduz todos os vícios que criticamos nas eleições “do lado de fora”.

Dessa forma passamos a ter mais confrontos de estruturas do que de ideias, não temos nenhum espaço em que a militância possa discutir as divergências e construir as convergências.

No caso do PT do Rio, a situação ainda é mais grave. A inscrição de 20 chapas estaduais só demonstra que a disputa não se dá a partir das ideias e sim por cargos na direção partidária. Um sintoma ainda pior: a Comissão Estadual de Organização do PED propõe que não haja debate entre as chapas, ou seja, a militância do PT não vai saber as posições das chapas.

Mas ainda é possível mudar?

SIM, ainda acreditamos no PT, acreditamos que é possível combinar militância no movimento social e força na institucionalidade, mas para isso precisamos de grandes transformações no jeito de fazer política do PT.

Para contribuir como as mudanças que o PT do Rio precisa apresentamos algumas propostas para o mandato de 4 anos que terão as novas direções:

1 - Sair imediatamente do Governo Cabral e iniciar a construção de uma aliança hegemonizada pela esquerda pra eleger LINDBERGH GOVERNADOR.

2 - Realizar uma campanha de formação de núcleos e fortalecimento dos setoriais, dando poder a essas instâncias nas decisões do PT.

3 – Por uma nova geração de militantes e dirigentes petistas, temos que garantir voz e vez para a Juventude. A JPT não pode ser somente assuntos dos jovens petistas, temos que construir um planejamento de mobilização, organização e formação da juventude, começando por garantir no mínimo 10% dos recursos do PT para a Juventude.

4 - Realizar anualmente um seminário do PT com os movimentos sociais e planejar nossa ação coletiva, fortalecimento esses movimentos e organizar uma Conferência dos partidos e movimentos do campo democrático e popular para discutir o programa da campanha LINDBERGH GOVERNADOR.

5 - Organizar bimensalmente reuniões ampliadas do Diretório Estadual, com a participação de movimentos sociais, intelectuais e dirigentes municipais realizando debates sobre a conjuntura e organizando nossa ação partidária.

6 - Garantir que os debates, reuniões estaduais e atividades de formação aconteçam em todas as regiões do Estado e não somente na Região Metropolitana.

7- Construir campanhas públicas pela Reforma Política, pela taxação das grandes fortunas, pela democratização dos meios de comunicação e pela Reforma Agrária.

8- Criar a Escola Estadual de Formação Política do PT-RJ, em conjunto com a Escola Nacional do PT, para realizar cursos, debates e um plano de formação permanente da militância e d@s dirigentes.

9 – Priorizar, na Escola de Formação, @s jovens, negr@s, mulheres e LGBT's, possibilitando o empoderamento dess@s militantes nas instâncias de decisão do Partido.

10 - Organizar núcleos virtuais e uma intervenção partidária nas redes sociais, com conteúdo e forma atraente para dialogar na rede.

11 - Preparar noss@s militantes e candidat@s para as eleições de 2014, organizando atividades de formação para a campanha eleitoral.

12- A campanha do companheiro Lindbergh deve realizar um duro enfrentamento dos monopólios do Rio de Janeiro, a começar pelo monopólio dos transportes, por isso propomos que a campanha se recuse a receber, direta ou indiretamente, qualquer financiamento dos empresários de transporte público.

13 – Em 2014, o PT-RJ deve liderar, com o campo democrático e popular, uma campanha de esquerda e aguerrida, para REELEGER DILMA em condições de fazer um quarto governo petista superior a todos os outros.

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